Promovemos os princípios e valores do Comércio Justo.

O que é Comércio Justo?

É um modelo comercial que posiciona no centro os seres humanos, e a sustentabilidade social, económica e ambiental das sociedades; dignificando o trabalho, respeitando o ambiente e promovendo a gestão responsável e sustentável dos recursos naturais.

Comércio justo no Brasil 

Dentre as diversas certificações, selos e organizações que promovem o Comércio Justo a nível global, a Certificação Fairtrade é uma das mais reconhecidas e respeitadas em todo o mundo. Em convergência com as diversas iniciativas de Comércio Justo no Brasil, a Certificação Fairtrade tem beneficiando os Pequenos Produtores brasileiros a partir de 2005, chegando ao seu ápice em número de organizações certificadas e volume comercializado, em meados de 2011.

Com um sistema produtivo estruturado no Brasil, Organizações de Pequenos Produtores Fairtrade, BRFAIR, CLAC e Fairtrade Internacional, tem trabalhado para fortalecer as organizações produtoras e os mercados consolidados, trabalhando ainda na abertura de novos mercados, observando o potencial de consumo dos países do Sul. Espera-se que além de um país produtor, o Brasil possa se tornar cada vez mais um país consumidor de produtos Fairtrade, fortalecendo as relações comerciais do sistema, e beneficiando os produtores e trabalhadores.


Certificação Fairtrade 

Mundialmente reconhecida como uma certificação de produtos, com foco nas pessoas e no acesso a mercados; a Certificação Fairtrade é pautada por rígidos critérios que devem ser seguidos por todos aos atores integrantes da cadeia do produto certificado. Sendo assim, produtores, atravessadores, exportadores e comerciantes, seguem critérios específicos que asseguram a preservação do meio ambiente, o respeito aos direitos humanos, o pagamento de preços justos aos produtores inseridos no sistema produtivo, e a rastreabilidade do produto comercializado.

Diferente dos demais modelos de certificação, a certificação Fairtrade conta o preço mínimo: ferramenta que observa os custos de produção em todos os países produtores, assegurando o pagamento de preços justos, e proporcionando ingressos dignos aos Produtores Fairtrade e suas famílias. Outro mecanismo importante é o Prêmio Fairtrade: diferencial pago pelos produtos comercializados como Fairtrade, que por via de regra deve ser destinado às associações e cooperativas Fairtrade, e investido de forma democrática em projetos de assistência técnica, renovação de lavouras, melhoria de qualidade, preservação do meio ambiente e inclusão social, beneficiando os produtores e suas comunidades. 

Historicamente as cadeias certificadas se configuram com a produção em escala nos países da América Latina e Caribe, África e Ásia, tendo como principais canais de comercialização os países do norte global (Europa, América do Norte, Austrália, Japão e Coreia). Entretanto, a nova estratégia global do Sistema Fairtrade, objetiva manter fortalecer os mercados consolidados, e ainda trabalhar para a abertura de novos mercados, observando o potencial dos países do Sul. Com isso espera-se que os países produtores possam também se tonar consumidores, fortalecendo as relações comerciais do sistema, e beneficiando os produtores e trabalhadores Fairtrade.

Fairtrade Internacional

A Fairtrade Internacional é uma organização internacional que reúne as Redes de Produtores da América Latina e Caribe, África e Ásia; e as Organizações Nacionais Fairtrade (NFOs, na sigla em inglês: National Fairtrade Organizations), que se dedicam a promover a venda de produtos de organizações certificadas, assim como sensibilizar os consumidores e promover ações de incidência com os tomadores de decisões nos países do norte global (Europa, América do Norte, Austrália, Japão e Coreia).

Atualmente, a Fairtrade Internacional reúne 1,9 milhões de produtores e trabalhadores de 1.880 organizações certificadas Fairtrade em 71 países.

Atualmente, a Fairtrade Internacional é o mais importante ator do comércio justo a nível mundial, promovendo produtos certificados com a marca “Fairtrade”. Sua criação, em 1997, se deve à convergência entre as duas primeiras certificações de comércio justo: Max Havelaar, fruto da cooperação entre a União das Comunidades Indígenas da Região do Istmo (UCIRI) do México, e a ONG holandesa Solidaridad, e TransFair.

Embora a Fairtrade Internacional seja o sistema em que se definem os critérios para produtos “Fairtrade”, a FLO-Cert é a entidade certificadora independente que certifica e monitora organizações de produtores, comerciantes, importadores e processadores que usam a marca “Fairtrade” para seus produtos. 

CLAC

A Coordenadora Latino-americana e do Caribe de
Pequenos Produtores e Trabalhadores do Comércio Justo (CLAC)
é a rede latino-americana de produtores

A Coordenadora Latino-americana e do Caribe de Pequenos Produtores e Trabalhadores do Comércio Justo (CLAC) é a rede latino-americana de produtores coproprietária do sistema Fairtrade Internacional. CLAC é a rede que representa todas as organizações certificadas “Fairtrade” da América Latina e do Caribe, assim como outras organizações de comércio justo; sua missão é representar e promover os interesses, o empoderamento e o desenvolvimento de seus membros e suas comunidades.

 

CLAC foi criada em 2004, com personalidade jurídica desde o ano 2005. As raízes encontram-se em CLAC (a Coordenadora Latino-americana, que agrupava os pequenos cafeicultores de comércio justo) e em PAUAL (Pequenos Apicultores Unidos da América Latina), duas redes continentais de pequenos produtores, ambas criadas em 1996, um ano antes da criação da FLO.

Na atualidade, CLAC tem cerca de 1,000 organizações membros em 24 países do continente. É articulada através de Coordenadoras Nacionais (que aglutinamos produtores de um mesmo país, mas de diferentes produtos), de Redes de Produto (que aglutinam os produtores de um mesmo produto, mas de diferentes países do continente) e uma Rede de Trabalhadores.

A nível internacional, a CLAC é coproprietária do sistema internacional de Comércio Justo, como uma rede continental de produtores e trabalhadores do Comércio Justo. Além disso, é membro da Organização Mundial do Comércio Justo (WFTO), da Rede Intercontinental para a Promoção da Economia Social Solidária (RIPESS) e da Aliança Financeira para o Comércio Sustentável (FAST). Cabe destacar que tanto em nível nacional como local, tanto os coordenadores nacionais quanto as organizações membros da CLAC desenvolvem outras relações estratégicas com parceiros e doadores.